A terceira temporada de Jujutsu Kaisen estreou em 9 de janeiro de 2026 como parte da temporada de inverno e rapidamente se destacou entre os lançamentos do período. Logo nos primeiros dias, a nova sequência de abertura ultrapassou a marca de 10 milhões de visualizações no YouTube em menos de dez dias, recebendo elogios de fãs em diferentes países.
Além disso, a qualidade da animação e a direção visual reforçaram a força da franquia, que mantém altos índices de popularidade desde sua estreia. Para celebrar o marco, o site oficial do anime divulgou uma mensagem especial de Shōta Goshozono, diretor das temporadas 2 e 3, que assumiu o comando criativo após a saída de Sunghoo Park.
Arco Culling Game marca nova fase da série
A terceira temporada adapta o arco Culling Game, um dos mais ambiciosos do mangá. Na história, Kenjaku força os feiticeiros a participar de um battle royale mortal e, assim, reúne personagens do passado e do presente em confrontos constantes.
De acordo com os criadores, esta fase será ainda mais intensa do que o arco Shibuya Incident, considerado um dos momentos mais impactantes da obra. A produção exibirá a nova temporada em duas partes, mas ainda não confirmou oficialmente a data de estreia da segunda parte.
Mensagem de Shōta Goshozono: direção aposta em contraste visual e narrativo
Em sua mensagem, Shōta Goshozono explicou o processo criativo por trás da abertura que conquistou o público. Segundo o diretor, o foco esteve na fricção entre personagens antigas e novas, reunidas em um mesmo espaço por causa do plano de Kenjaku.
“O arco Shibuya Incident esmagou a cultura de Shibuya e expôs um terreno plano. Esta temporada retrata o ressurgimento de Yuji a partir desse ponto”, afirmou o diretor. Além disso, ele destacou que a proposta da obra é observar diferentes formas de expressão cultural com o mesmo peso, criando novos significados a partir desse encontro.
Goshozono também comentou o encerramento abrupto do opening. Segundo ele, por se tratar da primeira parte da temporada, a ideia foi construir uma estrutura que expande a narrativa em vez de concluí-la, terminando de forma súbita para reforçar o impacto.
Referências artísticas e possíveis spoilers

Os visuais da abertura chamaram atenção por reinterpretar obras clássicas da arte ocidental com personagens da série. Entre as referências identificadas estão O Grito, de Edvard Munch, Ophelia, de John Everett Millais, O Beijo, de Gustav Klimt, além de trabalhos de Egon Schiele e Peter Paul Rubens.
A referência a O Beijo, em especial, ganha um tom perturbador quando associada a Yuta Okkotsu e Kurourushi, antecipando um momento decisivo do arco Culling Game. Ao mesmo tempo, a abertura alterna cenas intensas com momentos cômicos envolvendo Yuji, Takaba e Megumi, equilibrando o clima sombrio com humor pontual.
Música de abertura reforça a identidade de Jujutsu Kaisen
O tema de abertura, Aizo, é interpretado pela banda japonesa King Gnu. Esta é a terceira colaboração do grupo com a franquia, após Specialz, da segunda temporada, e Sakayume, do filme Jujutsu Kaisen 0. A música chegou ao Spotify e à Apple Music em 9 de janeiro, poucas horas antes da exibição do primeiro episódio.
Leitores do mangá consideram o arco Culling Game controverso, pois ele divide opiniões, mas muitos reconhecem sua ambição. A trama apresenta dezenas de novos personagens e sistemas de combate complexos. Além disso, a adaptação para o anime amplia as reflexões sobre poder, sacrifício e humanidade.




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